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Kirk Douglas (1916) O Último Durão "The Last Big One"

O Último Durão 
Em 09 de dezembro de 2016, Kirk Douglas completa 100 anos de existência. O último dos durões da era dourada de Hollywood estará com sua família celebrando esta data fantástica, este feito memorável, sem dúvida a sua maior interpretação: viver 100 anos de sua própria vida!
História
Nascido em 09 de dezembro de 1916, Amsterdam, pequena cidade no Estado de Nova York, EUA, filho de imigrantes judeus russos, Bryna e Jacob Danielovitch, vindos de Chavusi, região de Mahilyow Voblast (hoje Belarus), na época União Soviética, e recebeu o nome de Issur Danielovitch Demsky. Teve uma infância pobre e difícil, mas sempre foi um bom aluno e um atleta aplicado, conseguindo entrar para a Universidade de St. Lawrence por suas qualidades atléticas, mas depois, seduzido pelas artes do teatro, conseguiu uma bolsa de estudos para a Academia Americana de Artes Dramáticas. Porém, teve que batalhar muito, pois somente participava de um punhado de produções menores na Broadway. Em 1941 alistou-se na Marinha dos EUA e partiu para a guerra propriamente dita, retornando somente em 1945 com o fim das hostilidades, tentando novamente algum trabalho no teatro. Com a ajuda de sua ex-colega na Academia, Lauren Bacall, já famosa e casada com Humphrey Bogart, junto ao produtor Hal B. Wallis, e obteve a sua primeira chance no cinema, no filme "O Tempo Não se Apaga" (1946), ao lado de Barbara Stanwyck e Van Heflin, recebendo críticas elogiosas e sendo escalado para novas produções,



como o filme noir "Fuga ao Passado" (1947) e o policial "Estranha Fascinação" (1948), 

uma pequena atuação, mas o primeiro dos sete filmes que fez com a lenda Burt Lancaster, dentre eles o famoso faroeste "Sem Lei e Sem Alma" (1957), no papel de Doc Holliday, e o drama político "Sete Dias de Maio" (1964), do diretor John Frankenheimer.












Carreira
Sua filmografia é bastante extensa (90 filmes), fruto do seu talento, grande carisma e enorme grau de profissionalismo, seus desempenhos vigorosos e expressivos foram marcantes em vários dos seus filmes, como: Spartacus, Van Gogh e Ulisses.
Ainda produziu 30 filmes, escreveu 6 livros, sua autobiografia e dirigiu e atuou em 2 filmes: "As Aventuras de Um Velhaco" (1973) e "Ambição Acima da Lei" (1975).



Casou-se duas vezes: com Diana Douglas em 1943, com quem teve 2 filhos (Um deles o ator Michael Douglas) e se divorciou em 1951. Com Anne Douglas em 1954, com quem teve 2 filhos e com quem vive até hoje. Sempre foi enfático em dizer que a razão de sua longevidade é fruto de seu casamento, da sua relação de família, do amor que encontrou e que sempre o envolveu, com a esposa, os filhos e os netos.  Sempre foi envolvido com causas humanitárias e é embaixador da Boa Vontade para o Departamento de Estado dos EUA desde 1963. Ganhou várias honrarias, como: ​​em 1981, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, em 1983, recebeu o prêmio Jefferson e os franceses o condecoraram como Cavaleiro da Legião de Honra; em 1987, recebeu o Prêmio Alemão Câmera de Ouro; em 1989, recebeu o Prêmio Nacional de Carreira; em 1995, recebeu o Oscar Honorário da Academia de Cinema de Hollywood; em 1999, recebeu o Prêmio do 'American Film Institute Lifetime Achievement Award' e, em 2002, recebeu a  Medalha de Honra da UCLA. Isso sem falar que ele foi um ferrenho defensor dos roteiristas, incluídos na infame 'Lista Negra' do senador McCarthy, acusando-os de comunistas. Kirk teve uma atitude corajosa e nobre de dar os créditos de roteiro, do seu filme "Spartacus", a quem de direito: Dalton Trumbo, que estava sendo perseguido pelo macarthismo, obrigado a trabalhar como escritor fantasma.
Ao longo de 70 anos de carreira, ele transitou com enorme competência em todos os gêneros do cinema e recebeu 3 indicações para o Oscar: a primeira indicação foi em 1949, por sua atuação interpretando um lutador de box não confiável e oportunista, Midge Kelly, no emocionante "O Invencível", dirigido por Mark Robson, com Arthur Kennedy e Marilyn Maxwell. 




A qualidade do seu trabalho continuou a chamar a atenção dos críticos e foi novamente indicado ao Oscar, por seu papel como um inescrupuloso produtor de cinema, em "Assim Estava Escrito" (1952), com Lana Turner e Walter Pidgeon, depois indicado em 1956, no papel do torturado e famoso pintor Vincent van Gogh, em "Sede de Viver", com Anthony Quinn e James Donald, ambos dirigidos por Vincente Minnelli.
Em 1955, ele criou sua própria produtora, a Bryna Productions (nome em homenagem a sua mãe), e a partir daí conseguiu desenvolver vários projetos, participando de inúmeros filmes, conseguindo deslanchar sua carreira.



Não teve o reconhecimento merecido dos críticos, sendo considerado somente como um ator de faroestes e aventuras, viril e durão, não estando a altura dos atores de dramas complexos e intelectuais, com interpretações mais teatrais e comedidas, uma injustiça que somente foi reparada em 1996, quando foi homenageado pela a Academia de Hollywood, recebendo o Oscar Honorável daquele ano. Porém, ao longo de sua carreira foi sempre elogiado, no mundo todo, por uma imensa quantidade de fãs e maravilhados admiradores.  


Brilhou em filmes épicos, como "Spartacus" (1960), de Stanley Kubrick, ao lado de Jean Simmons e Laurence Olivier e "Ulisses" (1954), de Mario Camerini, ao lado de Silvana Mangano e Anthony Quinn;



Atuou em grandes aventuras, como: "20.000 Léguas Submarinas" (1954), de Richard Fleischer, ao lado de James Mason e Paul Lukas e "Vikings, os Conquistadores" (1958), de Ricahrd Fleischer, ao lado de Tony Curtis e Janet Leigh;



Em ficções científicas, como "Nimitz - De Volta ao Inferno" (1980), de Don Taylor, ao lado de Martin Sheen e Katharine Ross e "Saturno 3" (1980), de Stanley Donen, ao lado de Farrah Fawcet e Harvey Keitel;



Dramas biográficos, como: "Sede de Viver" (1956), de Vincente Minnelli, ao lado de Anthony Quinn e James Donald e "Êxito Fugaz" (1950), de Michael Curtis, ao lado de Lauren Bacall e Doris Day;



Dramas políticos e contundentes, como: "A Montanha dos Sete Abutres" (1951), de Billy Wilder, ao lado de Jan Sterling e Robert Arthur e "Assim Estava Escrito" (1952), Vincente Minnelli, ao lado de Lana Turner e Gloria Grahame;



Até mesmo em comédias, como: "Os Últimos Durões" (1986), de Jeff Kanew, ao lado de Burt Lancaster e Alexis Smith e "Cactus Jack, o Vilão" (1979), de Hal Needham, ao lado de Ann-Margret e Arnold Schwarzenegger;


Principalmente pelos grandes faroestes, como: "Sem Lei e Sem Alma" (1957), de John Sturges, ao lado de Burt Lancaster e Rhonda Fleming, "Duelo de Titãs" (1959), de John Sturges, ao lado de Anthony Quinn e Carolyn Jones.


"Homem Sem Rumo" (1955), de King Vidor, ao lado de Jeanne Crain e Claire Trevor, "O Último Por do Sol" (1961), de Robert Aldrich, ao lado de Rock Hudson e Dorothy Malone.


"Desbravando o Oeste" (1967), de Andrew V. McLaglen, ao lado de Robert Mitchum e Richard Widmark, "Gigantes em Luta" (1967), de Burt Kennedy, ao lado de John Wayne e Howard Keel.


"Ninho de Cobras" (1970), de Joseph L. Mankiewicz, ao lado de Henry Fonda e Hume Cronyn e "Sua Última Façanha" (1962), de David Miller, ao lado de Gena Rowlands e Walter Matthau.


Além destes, poderíamos citar mais uma dezenas de filmes que tiveram a atuação vigorosa e marcante de Kirk Douglas. Ele lamenta não ter aceitado os papéis de "Dívida de Sangue" (1965), de Elliot Silverstein e "Inferno nº 17" (1953), de Billy Wilder, que, ironicamente, deram o Oscar de Melhor Ator para Lee Marvin e William Holden, respectivamente.
Outra decepção foi não ter conseguido suporte para levar às telas a peça "One Flew Over the Cuckoo's Nest", que encenou na Broadway, em 1963, mas que não abriu mão dos direitos do romance de Ken Kesey, que ele havia adquirido.
Em 1975, seu filho Michael Douglas produziu o filme ("Um Estranho no Ninho") que ganhou 5 Oscar, em 1976: Melhor Filme, Melhor Ator (Jack Nicholson), Melhor Atriz (Louise Fletcher), Melhor Diretor (Milos Forman) e Melhor Roteiro Adaptado; o filme também ganhou 6 Globo de Ouro; recebeu 6 prêmios BAFTA da Inglaterra e uma dezena de premiações e Festivais.
Mensagem
Há 10 anos atrás, 09 de dezembro de 2006, ele escreveu uma mensagem para os americanos (e para as pessoas em geral): "Meu nome é Kirk Douglas. Você pode me conhecer. Mas se não conhece... o Google sim. Eu era uma estrela de cinema e eu sou o pai de Michael Douglas, sogro de Catherine Zeta-Jones e avô de seus dois filhos. Hoje comemoro o meu 90º aniversário. Tenho uma mensagem para transmitir aos jovens da América. Um 90º aniversário é muito especial. No meu caso, este aniversário não é apenas especial, mas milagroso. Eu sobrevivi à Segunda Guerra Mundial, a um acidente de helicóptero, a um acidente vascular cerebral (AVC), e recebi dois joelhos novos. É uma tradição que quando um aniversariante está com o seu bolo, faça um desejo silencioso para sua vida e então sopre as velas. Eu tenho seguido essa tradição por 89 anos, mas em meu 90º aniversário, eu decidi me rebelar. Em vez de fazer um desejo silencioso para mim, eu quero fazer um grande desejo para o mundo. Vamos enfrentá-lo: O mundo está uma bagunça e você é que vai herdá-lo. Geração "Y", você está no dilema . Você é o grupo que enfrenta muitos problemas: a miséria, o aquecimento global, o genocídio, a AIDS e os suicidas, para citar alguns. Estes problemas existem e o mundo está silencioso. Nós fizemos muito pouco para resolver estes problemas. Agora vamos deixá-lo para você. Você tem que consertá-lo porque a situação é intolerável. Você precisa se rebelar, falar, escrever, votar e se preocupar com as pessoas e o mundo em que vive. Vivemos no melhor país do mundo. Eu sei. Meus pais eram imigrantes russos. A América (EUA) é um país onde TODOS, independentemente da raça, credo ou idade tem uma chance. Eu tive essa chance. Você é a geração mais afetada e a geração que pode fazer a diferença. Eu amo este país porque eu vim de uma vida de pobreza. Eu fui capaz de fazer o meu caminho, através da Universidade e ir para o campo da atuação teatral, o campo que eu amo. Não há nenhuma garantia neste país que você será bem sucedido. Mas você sempre tem uma chance. Nada deve interferir com ele. Você tem que ter certeza que nada está no caminho certo. Quando eu apagar minhas 90 velinhas... não vai demorar muito... Mas vou pensar em você."

O Homem
Talvez sua grande virtude seja a perseverança, vontade, paciência e bom senso, pois apesar de sofrer um acidente de helicóptero (1991), sofrer um acidente vascular cerebral (1996) e de ter sofrido operações nos dois joelhos, ele permanece ativo e continua a aparecer na frente das câmeras, como o Kirk Douglas que sempre admiramos e eternamente iremos admirar.
Obrigado por existir...

Parabéns e muitas felicidades!


E a vida continua...
Em 07 de janeiro de 2018, após completar 101 anos de idade, Kirk Douglas compareceu, numa cadeira de rodas, e ao lado de sua belíssima nora Catherine Zeta-Jones, na Cerimônia de premiações do Globo de Ouro de 2018. Reverenciado e aplaudido de pé por todos os presentes, numa justa e emocionante homenagem.






Sobre o Autor gabriel pereira

Um Eterno Apaixonado pela 7ª Arte.
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