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Há 50 Anos 



O objetivo deste artigo é homenagear, relembrar, e relatar filmes e fatos vistos, vividos e produzidos há mais de 50 anos, não como nostalgia, mas para documentar, marcar e para se rever a importância e a relevância dos filmes e dos fatos envolvidos e inseridos na data passada.
Não se trata de crítica ou comentário técnico sobre o filme, nada de resenhas longas e chatas, fazendo abordagens sociológicas, psicológicas e técnicas, sobre filmes, diretores e tendências de estilos, grupos e escolas de cinema.
A intenção é mostrar uma visão pessoal, simples, natural, como uma 'testemunha ocular da história', tentando englobar outros aspectos e fatos ao redor do filme abordado, tais como: as características do cinema onde o filme foi visto, em qual cidade está ou estava o cinema, qual a data se assistiu o filme, qual a época foi produzido ou foi visto o filme, algum comportamento da sociedade em relação ao filme, qual a tecnologia utilizada para produzir ou projetar o filme, etc. Desde que tenha importância ou relevância, ou mesmo que seja um simples modismos, uma casualidades, fatos pitorescos ou curiosidades ligadas ao filme e sua exibição.
Todo o material aqui utilizado é fruto de minhas anotações, pois tenho quase todos os filmes que assisti anotados, fielmente, desde 1963, com datas, cinemas, cidades, etc, mais minhas pesquisas em jornais, revistas, livros, internet em geral: Google, Wikipédia, IMDb, sites, blogs, etc. As imagens são todas obtidas através do Google e dos sites que postaram as mesmas, aos quais, desde já sou muito agradecido.
Sendo assim, farei a postagem de filmes todo mês, começando, no entanto, com cinco postagens para se ter um volume interessante no início. Os usuários e visitantes do site poderão interagir em todas as postagens, através do 'post' do filme, já que todos os filmes aqui inseridos, estarão disponíveis para serem assistidos neste site, bastando clicar no nome do filme, em azul, que está com link direto para a página do filme; comentários, críticas, colaborações e correções serão sempre bem acolhidas e bem vindas.


1ª Página 



Os Dez Mandamentos (The Ten Commandaments) (1956)
Diretor: Cecil B. DeMille (1881 - 1955)
Roteiro: Dorothy Clarke Wilson (1904 - 2003)
Esse filme eu assisti, em janeiro de 1962, pela primeira vez, no Cine Metrópole de Belo Horizonte- Minas Gerais. Foi algo realmente inesquecível, pois se tratava de uma superprodução de Hollywood inigualável até então. Filmado com a melhor técnica da época, efeitos especiais nunca vistos, muita exuberância, luxo e esplendor, música e som de altíssimo nível, um elenco de grandes atores e grandes atuações, foram usados cerca de 14.000 'extras' (pessoas) e 15.000 animais, em resumo, um espetáculo grandioso.
O filme teve 7 indicações para o Oscar de 1957, porém só ganhou o Oscar de Efeitos Especiais, sendo esnobado pela Academia, nenhum dos atores tiveram indicação e tudo ficou sem uma boa explicação, contudo recebeu premiações em outros eventos, mas nenhum de grande repercussão. Teve um custo de produção, aproximado, de 13.282 milhões (um valor absurdo na época) e faturou até hoje muito mais de cem milhões... 
O filme tem 220 minutos de duração e era exibido com um intervalo de 10 minutos, quando se acendiam as luzes do cinema, quase todos se levantavam e iam para os corredores e 'halls' dos cinemas, para fumar e conversar... 
No início do filme havia uma grande cortina vermelha, depois a apresentação do diretor, de alguns minutos e no intervalo ficava novamente a grande cortina, enquanto tocava a música tema do filme. Quase 5 minutos do filme foi realmente gravado no Egito. O filho de Charlton Heston, Fraser Clarke Heston, com três mêses na época, foi o bebê colocado na cesta com Moisés quando criancinha...
A cena da separação das águas do Mar Vermelho, foi conseguida com dois grandes tanques de água misturada com gelatina, par maior consistência, derramadas em uma grande área (que existe ainda hoje e é usada como estacionamento) e exibidas no sentido inverso. Este foi o último filme de Cecil B. DeMille, que estava com 75 anos na ocasião, falecendo em  21 de janeiro de 1959. 
O filme está entre as 10 maiores bilheterias de todos os tempos. Existe várias pequenas imprecisões no filme, não só pelo tamanho do enredo, como também pela época em que foi realizado, sem muitas pesquisas e o esmero dos dias de hoje, somente como exemplo cito:

Nas cenas que mostram as Pirâmides, elas estão com a aparência atual, no entanto, na época de Ramsés, as Pirâmides eram brancas, tinham uma cobertura de calcário branco. Ramsés, em frente a Pirâmide de Saquara, expulsa Moisés para fora do Egito, mas aponta para o deserto do Saara, a oeste, Moisés teria que ir para o leste, para a região do Sinai. Depois que Ramsés diz a Moisés que os escravos estão livres, os hebreus formam uma imensa fila, passando pela chamada "Avenida das Esfínges", na cidade de Tebas (hoje Luxor), dando para se ver ao fundo as pirâmides, no entanto, essas pirâmides estão em Gizé, perto do Cairo, que fica, aproximadamente, cerca de 500 Km ao norte de Tebas. O Mar Vermelho, depois de aberto, deveria apresentar um solo lamacento ou de areia molhada, mas está inteiramente seco... 
Somente o DVD lançado em 2004 possui o 'Prólogo' e o 'Intervalo', do lançamento original do filme.
A segunda vez que o assisti em um cinema, foi no Cine São Cristóvão, situado no bairro Lagoinha, em BH, em 26 de abril de 1969, já sem o prólogo e o intervalo, no formato comercial. Era um cinema de bairro, com 1.200 lugares, cadeiras de madeira, com assento móvel (abaixa/levanta), instalado num pequeno prédio, estilo neo-clássico, com a entrada à direita, bilheteria na parte da frente do prédio, em pequena janela em arco, tipo 'guichê', com grades de ferro e pequena abertura (estilo tradicional em cinemas, estações de trem, estádios de futebol, rodoviárias, etc). Tinha um pequeno 'hall' na entrada e seguia um corredor pela lateral direita, com entradas com cortinas à esquerda, para o cinema propriamente dito, que seguia um modelo bem tradicional de corredores cortando as fileiras de cadeiras à altura das entradas, com as fileiras de cadeiras dispostas em duas colunas, de várias cadeiras, em direção à tela. Neste cinema, a tela tinham a metragem tradicional para filme 4x3 (Full screen), em tecido de algodão branco, ladeado com tecido preto para completar o vão do palco. O espaço tinha um 'pé direito' muito alto, ou seja, um teto muito alto, para permitir a projeção do filme, sem interferência da platéia, como também, o piso, em taco de madeira, era ligeiramente inclinado, do fundo para a tela. O Cine São Cristóvão, que ficava na Avenida Antonio Carlos, nº 972, fazendo esquina da rua Pau D'Arco e foi demolido para a duplicação desta avenida... 
Em janeiro de 2016, completou 54 anos que assisti pela primeira vez este filme!





Janela Indiscreta (Rear Window) (1954)
Diretor: Alfred Hitchcock (1899 - 1980)
Roteiro: John Michael Hayes (1919 - 2008)
Esse filme eu assisti em janeiro de 1957, pela primeira vez, no Cine Ideal de Governador Valadares-Minas Gerais. Ainda era muito jovem, 13 anos, e confesso que ainda não estava preparado para este tipo de filme. 
O filme teve 4 indicações para o Oscar (Diretor, Roteiro, Fotografia e Som), mas não levou nada, foi premiado e teve indicações em outros eventos, somente Grace Kelly venceu como Melhor Atriz para os NYFCC (Críticos de Nova York), evidentemente, muito pouco para um filme eterno...

O filme foi feito entre 27 de novembro de 1953 a 26 de fevereiro de 1954. Todo o som do filme é som ambiente, exceto o som de orquestra do início do filme. 
É o único filme em que Grace Kelly aparece fumando (todo mundo fumava na época...). Hitchcock trabalhou todo o filme no apartamento de Jeff, os atores dos outros apartamentos usavam uma orelha cor da pele, como um aparelho de escuta, para receber as instruções, via rádio, do diretor... 
Todo o filme foi feito em estúdio, construíram o prédio de apartamentos, utilizaram 50 homens, custou cerca de 80 mil dólares, foram 31 apartamentos e 12 totalmente mobiliados, fizeram o pátio, etc. Custo estimado do filme é de um milhão de dólares...




O filme foi resgatado por Hitchcock, junto com mais outros 4 e foram deixados de herança, para sua filha. Foram chamados, por muito tempo, como "Os Cinco Hitchcock Perdidos" pelos cinéfilos, porém foram restaurados e relançados nos cinemas, em 1984, após uma ausência de 30 anos. Os outros são: "Festim Diabólico" (1948); "O Terceiro Tiro" (1955); "O Homem Que Sabia Demais" (1956) e "Um Corpo Que Cai" (1958).

Em 1998, foi feito um 'remake' moderno e colorido, para a televisão, mas lançado em vídeo e nos cinemas, com Christopher Reeve e Daryl Hanah, mas foi muito mal recebido pelo público e crítica. Como curiosidade, o ator Christopher Reeve, famoso por ser o ator que melhor interpretou 'Superman', realmente estava de cadeira de rodas, devido ao acidente equestre que o deixou paraplégico, não se recuperando, até seu falecimento em 10 de outubro de 2004. 
Assisti pela 2ª vez "Janela Indiscreta" em 30 de dezembro de 1962, no Cine Pathé, do bairro Savassi, em Belo Horizonte, então com idade e condição de me deliciar com a sua qualidade. Na minha opinião este é o filme que mais identifica Hitchcock, somente ele seria capaz de fazer de uma história simples, um suspense tão crescente, uma sucessão de episódios banais se transformando numa espiral sufocante de suspense. James Stewart está simplesmente soberbo, com sua calma e curiosidade inocente. Grace Kelly elegante e maravilhosa, já tinha todo o charme de princesa...
O Cine Pathé ainda existe, mas desativado, e recentemente, teve sua fachada tombada pelo Patrimônio Histórico de Minas Gerais. Quase foi ocupado por uma igreja evangélica, como a maioria dos cinemas, quase se transformou em um mini shopping de lojinhas de roupas e 'bugigangas'. Resiste, mas completamente abandonado, numa região nobre da cidade, zona sul, região de maior poder aquisitivo da capital. Falta somente visão, conhecimento de valores culturais, para transformá-lo num espaço cultural ativo, pelas autoridades em conjunto com empresas, para devolver um pouco de História aos habitantes da capital, carentes de investimentos em Educação e Cultura.
Em janeiro de 2016, completou 59 anos que assisti pela primeira vez este filme!.




Horizonte Perdido (Lost Horizon) (1937)
Diretor: Frank Capra (1897 - 1991)
Roteiro: Robert Riskin (1897 - 1955)
Esse filme eu assisti em setembro de 1957 pela TV Itacolomi de Belo Horizonte-MG e, para mim, foi algo inesquecível e marcante, tanto que até hoje não quis revê-lo, nem em VHS nem em DVD, tenho medo de quebrar a magia, de mexer com meu imaginário, de macular minhas lembranças, de modificar o meu encanto pelo filme. A TV Itacolomi começou suas transmissões em novembro de 1955 e encerrou em julho de 1980, seus equipamentos e estúdios ficavam no 23º andar do Edifício Acaiaca, no centro da cidade. 

Itacolomi significa "menino de Pedra", em tupi-guarani, língua indígena brasileira: (ita=pedra e kunumi=menino) e Acaiaca e o nome de uma variedade de cedro, madeira muito resistente. Na época, a emissora fez uma grande campanha do filme, ficando um mês anunciando-o como "Shangri-lá" e não mencionando o titulo `Horizonte Perdido`, pois "Shangri-lá" era mais misterioso, tinha mais apelo comercial...
O filme, baseado no romance de  James Hilton, teve uma previsão de custo de 1 e meio milhões de dólares, mas acabou custando mais do que o dobro, devido aos enormes cenários, filmagens em armazéns refrigerados, gelo artificial e demais efeitos especiais, necessários. O diretor, inicialmente, montou o filme com 6 horas, mas na primeira sessão prévia teve um corte para 3 horas e meia, o que seria um desastre e acabou lançado com 97 minutos... Um dos cortes foi o discurso pacifista do Dalai Lama, cortado a pedido do governo americana pelo caráter político e a proximidade de uma provável guerra mundial.
Os censores da Califórnia exigiram uma declaração, assinada pela Colúmbia, de que as cenas do banho nu, de Jane Wyatt, teriam os seios cobertos. Os personagens Sondra (Wyatt) e Lovett (Horton) não existem no  romance de James Hilton e foram incluídos para serem o par romântico e para o humor do filme. O chefão da Colúmbia, Harry Cohn, quis um final alternativo para o filme, que foi filmado porém nunca foi utilizado. Uma versão recente reconstruída e digitalizada em 4K, estreou no Festival de Cannes, em 2014. 

Originalmente havia um prólogo de abertura, em que um cansado Robert Conway (Colman), em um navio de cruzeiro, é solicitado para contar sua incrível história em "Shangri-lá". Embora aja alusão nas cenas finais do filme, as imagens deste prólogo jamais foram encontradas e Frank Capra afirmou que as queimou... 

Teve uma refilmagem, com o mesmo título, porém a cores  e no gênero musical, em 1973, com Peter Finch, Liv Ullmann, Michael York, Olivia Russell e outros, dividindo a opinião dos críticos e agradando os amantes de musicais. Pessoalmente não gostei da versão! 


Em setembro de 2015, completou 58 anos qe assisti pela primeira vez este filme!



Ulysses (Ulisses) (1954)
Diretor: Mario Camerini (1895 - 1981)
Roteiro: Franco Brusati (1922 - 1993) e Mario Camerini
Esse filme eu assisti em dezembro de 1959, no Cine Arte, no centro de Belo Horizonte, na Avenida Afonso Pena, sua avenida principal. O cinema tem uma entrada central, bilheterias do lado de fora, à direita, um pequeno hall na entrada, com uma escadaria à esquerda para a galeria superior. Também tinha um pequeno balcão de balas, uma 'bomboniére', como era comum em quase todos os cinemas. Possuía 991 lugares, em cadeiras de madeira, sem estofamento, uma tela full screen (4x3), duas colunas de assentos com um corredor ao centro, não havendo entradas laterais e, como todos os
cinemas, um teto bastante alto. É muito importante citar que todos os cinemas não tinham sistema de circulação de ar, sistema de ventilação, nem possuíam sistemas contra incêndios, nenhum extintor de incêndio ou saídas de emergência. Depois de vários anos de funcionamento, os cinemas passaram a utilizar alguns extintores de incêndios, mas sempre foram uma verdadeira armadilha, uma temeridade e tragédias não aconteceram por pura sorte. Posteriormente, depois de uma pequena reforma, passou a se chamar Cine Royal, mas por poucos anos e hoje funciona como uma igreja evangélica...

O filme é uma produção italiana (com co-produção dos EUA e França), feito em formato normal e em 3-D, porém nunca exibido em 3ª dimensão, mas apresentava dois audios: um em inglês e outro em italiano, Kirk Douglas e Anthony Quinn foram dublados tanto em italiano quanto em inglês. Foi o último filme 3-D da Paramount antes de "Sexta-Feira 13 - Parte 3", em 1982, ou seja, 28 anos depois. 
Baseado na "A Odisséia", poema épico do grego Homero, que narrava a epopéia de Ulysses para retornar à sua casa, após a 'Guerra de Tróia", que foi narrada em "A Ilíada", poema anterior de Homero sobre a famosa batalha dos gregos contra os troianos. Kirk Douglas interpreta muito bem Ulysses, um homem que passou por muitas adversidades e pode mostrar seu talento para os ardis e as armadilhas, ao mesmo tempo que mostrava a sua coragem e inteligência. Silvana Mangano está fantástica no duplo papel: Penélope, a esposa fiel e Circe, a feiticeira que envolve o guerreiro Ulysses. 
Anthony Quinn é Antinoos, o arrogante e mais persistente dos pretendentes de Penélope, rondando o palácio com um grupo de nobres sedentos, tentando convencer a bela rainha que Ulysses está morto e que ela deve escolher um deles como seu próximo marido. Por ser uma produção romana, o herói se chama Ulisses e não Odisseu, como no poema original. Os museus de Roma, Nápoles e Atenas emprestaram armaduras e armas para os produtores. 

Em dezembro de 2015, completou 56 anos que assisti pela primeira vez este filme!



O Monstro do Ártico (The Thing from Another World) (1951)
Diretor: Christian Nyby (1913 - 1993)
Roteiro: Charles Lederer (1911 - 1976)
Esse filme eu assisti em abril de 1954, no Cine Ideal, de Gov. Valadares-MG e, como era muito jovem, 10 anos, fiquei aterrorizado. Foi uma sessão noturna e acabou quase as 23 horas, saí do cinema e fui andando para a minha casa, que ficava a oito quadras de distância; ruas desertas e mal iluminadas (luzes incandescentes), foi um martírio e quase entrei em pânico. Fiquei uns dois meses para superar este trauma, para superar o pavor que se instalou em mim. Achei o filme maravilhoso, foi meu filme de referência durante muitos anos: sempre o citava em conversas sobre filmes, dizia de suas qualidades e de sua capacidade de influenciar, de apavorar, de aterrorizar, de encher de pânico as pessoas. Exagero? Pode ser, mas esse foi o meu imaginário... 
Inaugurado como Cine Teatro Ideal, em 1950, com 5 portas frontais, sendo a do meio a entrada principal, com um hall pequeno na entrada, com duas entradas cortinadas para a sala de 706 lugares, um corredor central em direção à tela, ladeado por duas filas de cadeiras de madeira, tela full screen, saída pelas laterais pelas portas menores, nenhum extintor de incêndio, nem saída de emergência, nem renovação de ar, não havia conforto na época. Na parte superior do prédio, funcionava a Rádio Educadora do Rio Doce, que durante anos foi a única rádio da cidade.
O filme é a adaptação do conto de ficção científica "Who Goes There?, de John W. Campbell Jr. produzido e co-dirigido por Howard Hawks. A filmagem do local do acidente da espaçonave, foi no Rancho RKO, no Vale de San Fernando, na Califórnia, numa temperatura de 40º graus. Vários diretores famosos afirmaram que foram influenciados por este filme e que foi muito importante em suas vidas, entre eles podem ser citados: John Carpenter (que fez o remake "O Enigma do Outro Mundo", John Frankenheimer (O Homem de Alcatraz), Ridley Scott (Alien, o Oitavo Passageiro)  e Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica).  
O bloco de gelo que cortaram e levaram no avião, um C-47, pelo tamanho e conteúdo pesaria uma tonelada, não conseguiriam levantá-lo e colocá-lo dentro do avião, também não passaria pela porta do mesmo... A maior parte das filmagens foram feitas dentro de um enorme galpão de armazenamento de gelo. O custo do filme foi de 40 mil dólares e a cena do monstro em chamas é considerada a primeira de um dublê em chamas totalmente. Howard Hawks solicitou ajuda técnica da Força Aérea dos EUA, mas recusaram por que a posição do governo americano era de que não existiam OVNIs. Ruth Snyder e Judd Gray citados no filme é um caso real. O casal foi julgado e condenado pelo assassinato do marido de Snyder, em 1927, e foram executados, em Nova York, na cadeira elétrica.
O ator James Arness, que fez o papel do monstro, ficou tão embaraçado com o papel que não foi ao lançamento do filme, depois virou protagonista de filmes de faroeste. A maquiagem do monstro procurou imitar um pouco a figura de Frankenstein, de 1931, a pedido de Howard Hanks. Não satisfeito totalmente com a maquiagem, Hawks cortou as cenas de close do monstro, o que acabou sendo favorável, pois fez com que o monstro ficasse mais misterioso. Este foi um dos dois filmes da Winchester Pictures Corp., produtora de Howard Winchester Hawks. A abertura do filme não apresenta os nomes dos atores, como era costume na época. Os nomes são mostrados após o "The End" com seus personagens...

Em abril de 2015, completou 61 anos que assisti pela primeira vez este filme! 
   


Aconteceu Naquela Noite (It Happnede One Night) (1934)
Diretor: Frank Capra (1897 - 1991)
Roteiro: Robert Riskin (1897 - 1955)
Esse filme eu assisti em 16 de março de 1963, no Cine Guarani, de BH. O filme foi o grande campeão do Oscar de 1935, vencendo como Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado, o primeiro filme a ganhar o "Grand Slam". Clark Gable deu o seu Oscar para um garoto, seu fã, dizendo que a conquista da estatueta é que era importante e não sua posse. Após a morte do ator a estatueta foi devolvida à família de Gable. A atriz Claudette Colbert, não esperava ganhar, tanto que foi buscada em uma estação de trem, pronta para viajar, para ir à cerimônia do Oscar e receber sua estatueta. Claudette não queria fazer a cena em que exibe a perna para conseguir uma carona, porém ao ver a cena da dublê, voltou atrás e fez a cena, disse: essa não é a minha perna. 
Clark Gable foi emprestado pelo estúdio MGM, que detinha o seu contrato, como punição por ter tido um 'afair' com Joan Crawford. Fredric March e Robert Montgomery recusaram o papel, Robert disse que era o pior roteiro que havia lido. Cinco atrizes recusaram o papel feminino: Myrna Loy, Margaret Sullivan, Mirian Hopkins, Constance Bennett e Carole Lombard que, por ironia, viria a se casar com Clark Gable. Claudette também não queria fazer a cena em que divide o quarto com Gable, mas acabou concordando, com relutância...
Gable teve dificuldades em tirar a camiseta, que usava por baixo da camisa, e resolveu fazer a cena sem a camiseta. Isto provocou uma vertiginosa queda de venda das mesmas em toda parte, em protesto, os fabricantes destas camisetas ameaçaram protestar a Colúmbia pelo prejuízo.
O interessante é entender como que este super premiado filme foi recusado por 5 atrizes; 2 atores de nome; Gable foi emprestado como punição e começou as filmagens bêbado e mal humorado, Caludette somente aceitou filmar para ganhar o dobro de seu salário e disse que enfim havia acabado de fazer o pior filme de sua vida; tenha se transformado num clássico, 'cult' , um dos filmes prediletos de Hitler e Stalin; que serviu de inspiração para, Friz Feleng, o criador de "Bugs Bunny" (Pernalonga); adorado e reverenciado até os dias de hoje como uma das melhores comédias românticas de todos os tempos. 
O Cine Guarani, funcionava à Rua da Bahia, 1.189, no centro de BH, com cerca de 650 lugares, com cadeiras de assentos estofados, entrada pela esquerda da foto e saída pelo lado direito, para a Av. Augusto de Lima. Tinha uma pequeno hall padrão na entrada, não possuía galeria superior e a sala de projeção obedecia o padrão de duas fileiras de cadeiras com um corredor ao meio, em direção à tela, de formato full screen. Não era um cinema grande, mas era confortável e escalavam bons filmes em sua programação. Na parte superior do prédio, funcionava um clube social: o Clube Belo Horizonte, onde eram realizados bailes tradicionais e carnavalescos. Foi transformado no Museu Inimá de Paula, em homenagem a este grande pintor mineiro, funcionando gratuitamente e onde mantém, além das obras do pintor, um espaço cultural, cibercafé e um mini teatro com 140 lugares, para reuniões, conferências e outras apresentações.
No dia 16 de março de 2016, completam 53 anos que assisti pela primeira vez este filme!




Sobre o Autor gabriel pereira

Um Eterno Apaixonado pela 7ª Arte.
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